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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Quem é a mulher que está na nota do Real?

 A Mulher Misteriosa do Dinheiro Brasileiro



nota de vinte reais com a imagem da marrianne


Você já parou para observar a figura feminina presente nas cédulas e moedas do Real? Quem é essa mulher? Será que ela existiu? Essa imagem, tão familiar no nosso cotidiano, é a face mais visualizada da economia brasileira.

Ela representa a Efígie da República, símbolo do Estado e dos valores democráticos do país. Está presente em todas as cédulas — de 2 a 200 reais — e em moedas, como as de 1 real.

Mais do que um rosto, essa figura foi adotada como um ícone universal da soberania do povo

O Real passou a circular no Brasil em 1º de julho de 1994, no último ano do governo Itamar Franco. Na época, a nova moeda trouxe estabilidade econômica e ajudou a controlar a inflação, gerando grande expectativa na população.

Desde então, essa imagem feminina presente em nosso dinheiro, simboliza a confiança no sistema financeiro, a busca pela estabilidade econômica e o compromisso do país com um futuro mais seguro e próspero.

A mulher estampada no Real não é uma pessoa autêntica, mas sim uma representação alegórica.

Sua inspiração vem da figura conhecida como Marianne, criada através de uma pintura de um quadro muito famosa da Revolução Francesa.

Esse nome Marianne é uma junção dos nomes mais populares da França - Marie e Anne. Ela está representada na pintura como: uma mulher conduzindo o povo — uma metáfora poderosa da liberdade.

No Brasil, essa ideia foi adaptada na forma de uma escultura feminina que passou a ilustrar o dinheiro brasileiro.


Uma tradição que vem antes do Real



A Efígie da República não surgiu com o Real. Ela já aparecia em moedas e cédulas antigas, como o cruzeiro e o cruzado, especialmente nos anos 1980.

Isso mostra que essa simbologia faz parte da identidade visual do dinheiro brasileiro há décadas.

Um fato curioso é que na década de 1970, o Banco Central utilizou o rosto da atriz Tônia Carrero como inspiração para algumas moedas de cruzeiros.

Embora isso tenha acontecido, é importante destacar: ela não é a mulher oficial do dinheiro brasileiro, mas sim uma inspiração artística utilizada em um período específico.

Ademais, como esse símbolo francês foi parar no nosso dinheiro? A escolha da figura feminina como símbolo da República no Brasil remonta a 1889, após a Proclamação da República.

A ideia foi inspirada em movimentos históricos como a Revolução Francesa, que influenciaram diversas nações a adotarem símbolos semelhantes. Desde então, essa representação passou a expressar os ideais republicanos no país.

Além da Efígie da República no anverso (frente), as cédulas do Real trazem, no verso, animais da fauna brasileira — como a onça-pintada, a tartaruga e a garça.

Esses elementos já apareciam em moedas anteriores, como o cruzeiro (1990–1993) e o cruzeiro real (1993–1994), e foram mantidos no Real como forma de valorizar a biodiversidade do país.


Olhar de um colecionador 



O interesse por moedas teve início após uma viagem internacional, ocasião em que passei a observar o dinheiro com maior atenção, e a relacioná-lo à história e à cultura de cada país.

Entrar no mundo da numismática exige curiosidade e constante estudo. Ao longo dessa trajetória, tive a oportunidade de conhecer colecionadores que me inspiraram e incentivaram a iniciar uma coleção com moedas do Real.

Dessa forma, já foi possível reunir exemplares das moedas comemorativas das Olimpiadas, da primeira família do Real, lançada em 1994, bem como das emissões atuais.

Nesse processo de investigação e coleta, surgiu um questionamento relevante: quem é a mulher estampada no dinheiro brasileiro?

Tal indagação conduziu à busca por compreender a simbologia associada a essa imagem, motivando a elaboração de uma reflexão acerca de sua representação.



Contribuição



A “mulher misteriosa” do Real não é uma pessoa de carne e osso, mas um símbolo poderoso. Ela representa a República, a democracia e os valores que sustentam a nação brasileira.

Da próxima vez que você pegar uma nota, talvez olhe para ela de forma diferente — não apenas como dinheiro, mas como um pedaço da nossa história.



By Marcio Carrera Costa


quinta-feira, 12 de março de 2026

História Política de Macapá

Composição Política de Macapá: de Intendência até os Prefeitos atuais


placa feita para homenagear o primeiro intendente de macapa coriolano juca


Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, liderada pelo marechal Deodoro da Fonseca, o Brasil inaugurou um novo arranjo político-administrativo.

O Governo Provisório da recém-criada República dos Estados Unidos do Brasil autorizou os governadores a dissolverem as antigas Câmaras Municipais e a instituírem Conselhos de Intendência Municipal.

Nesse modelo, os intendentes exerciam funções executivas nas cidades, sendo eleitos para mandatos de três anos — o mais votado assumia a chefia do Executivo municipal.

A figura do intendente permaneceu até 1930, quando, com a Revolução liderada por Getúlio Vargas, foi instituída a estrutura da prefeitura nos moldes atuais.


A Intendência em Macapá (1895–1930)


Em Macapá, o sistema de intendência começou a funcionar em 1895, alinhado ao modelo nacional. O primeiro intendente municipal foi o coronel Coriolano Finéias Jucá (1895–1896).

Durante sua gestão ocorreu a chamada Revolução Macapaense, conflito envolvendo tropas aquarteladas na Fortaleza de São José de Macapá, que resistiram à substituição do policiamento militar por civis.

Coube também a Coriolano Jucá iniciar a construção do prédio da Intendência, atualmente ocupado pelo Museu Joaquim Caetano da Silva.

terça-feira, 10 de março de 2026

Jovem é Vítima de Feminicídio no Amapá

Entre sonhos e tragédias: duas histórias marcadas pelo mesmo dia no Amapá



jovem universitaria foi vitima no trabalho por um bandido


Enquanto uma jovem iniciava sua jornada universitária, outra teve a vida interrompida de forma brutal. Um contraste que nos faz refletir sobre o presente e o futuro da nossa sociedade.

No dia 9 de março de 2026, duas histórias diferentes marcaram profundamente o estado do Amapá. Em uma delas havia sonhos, esperança e o início de uma nova etapa de vida.

Na outra, uma tragédia interrompeu de forma violenta o futuro de uma jovem. Ambas aconteceram no mesmo dia e revelam um contraste que merece reflexão.


O início de uma jornada universitária



Naquela manhã, em Macapá, foi o primeiro dia de aula da minha filha na Universidade Estadual do Amapá (UEAP).

Catarina Carrera, de 18 anos, iniciava sua caminhada acadêmica no curso de Engenharia de Pesca, área que escolheu para estudar, se formar e construir sua carreira profissional.

Como acontece com muitos estudantes no início da vida universitária, a aula inaugural foi um momento de descobertas: conhecer a instituição, compreender o funcionamento do curso, os horários, as disciplinas e as perspectivas da profissão.

Para muitos jovens, esse momento representa o primeiro passo concreto na construção de um projeto de vida.

Catarina é uma jovem cheia de sonhos. De poucas palavras, mas muito observadora, inteligente e muito conectada com as redes sociais.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Parabéns Macapá - 268 anos de histórias

Macapá: 268 anos de história, memória e encontros com o novo


imagem de pessoas se exercitando no parque linear da zona norte em macapá
Parque linear da Zona Norte


Querido e gentil leitor,



Macapá completa hoje 268 anos de história, cultura e resistência. É tempo de celebrar, de pausar as preocupações com o que não podemos controlar e permitir-se viver.

Há sempre uma luz no fim do túnel. E em Macapá, essa luz nasce todos os dias sobre o Rio Amazonas. Conhecida carinhosamente como a “Capital do Meio do Mundo” e a “Capital Morena”.

Macapá foi fundada em 4 de fevereiro de 1758, cortada pela Linha do Equador e banhada pelo maior rio do planeta.

Cidade de povo acolhedor, de cultura vibrante, do Marabaixo, da fé, da luta e da esperança. Guardiã de sua história, marcada por símbolos como a Fortaleza de São José de Macapá.

A cidade recebeu um grande presente no final do ano de 2025, O Parque Linear da Zona Norte, inaugurado pela prefeitura como o mais novo espaço de lazer, sendo um grande ponto de encontro e atividade física para os macapaenses, novo catão-postal da cidade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

RELATÓRIO DE VIAGEM – Da Amazônia à Terra Santa

Um amazônida em peregrinação à Terra Santa


placa da cidade de cafarnaum visita a terra santa


Partir de Belém do Pará, no coração da Amazônia, rumo à Terra Santa, é mais do que realizar uma viagem internacional.

Trata-se de uma experiência de fé, marcada pelo desejo de conhecer, orar e contemplar os lugares onde Jesus Cristo viveu, ensinou, sofreu, morreu e ressuscitou.

A peregrinação até Israel envolve um longo percurso intercontinental, atravessando o Oceano Atlântico e conectando diferentes países até a chegada ao Aeroporto Internacional de Tel Aviv - Ben Gurion, principal porta de entrada para a Terra Santa.

A partir da chegada na capital, inicia-se um itinerário que conduz os peregrinos aos principais cenários bíblicos, fundamentais para a compreensão da Sagrada Escritura e da tradição cristã.

Minha jornada teve início no dia 2 de dezembro de 2025, quando deixei minha cidade, Belém do Pará — com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

No dia 3 de dezembro, ocorreu o encontro com o grupo de peregrinos, um momento marcado pela integração, pela oração e pelos primeiros registros dessa caminhada espiritual.

Em seguida, embarcamos rumo a Madrid, dando início à etapa internacional da viagem. O trajeto aéreo seguiu o percurso São Paulo – Madrid – Tel Aviv, sendo realizado o mesmo itinerário no retorno ao Brasil.


grupo da renova turismo no aeroporto
Grupo de Viagem da Renova Turismo


Excursão em Israel 


Foi a primeira vez que participei de uma excursão, o que gerou grande expectativa e ansiedade. Durante toda a viagem, contamos com o acompanhamento de um representante da Renova Turismo, seu nome é César, responsável pelo suporte ao grupo.

Ao desembarcarmos em Tel Aviv, já nos aguardavam o guia turístico e o ônibus que nos conduziria ao hotel e aos diversos locais programados para visitação.

O guia turístico era brasileiro, residente em Israel há mais de vinte anos, fluente em hebraico e detentor de amplo conhecimento sobre a história, a cultura e a geografia do país.

Além do domínio do conteúdo histórico, destacou-se pela simpatia e pela forma leve e animada com que conduzia o grupo, contribuindo para um clima de integração entre os participantes.

A maior parte do grupo era formada por pessoas da região Sudeste e Centro-Oeste do Brasil; havia também um participante de Santa Catarina, e eu representava a Amazônia, o que tornou a experiência ainda mais rica pela diversidade de origens e vivências.

Como acontecimento especialmente marcante, destaca-se o fato de esta ter sido a primeira viagem internacional realizada por mim, incluindo um voo de aproximadamente 18 horas, o que tornou a experiência ainda mais significativa e inesquecível.

Tudo que foi oferecido no pacote foi cumprido com muito profissionalismo e atenção. Foram oito dias de passeios cheio de histórias, em que conhecemos Belém, Nazaré, a cidade de Jerusalém e como funciona a viagem em grupo organizado.



Hospedagem


O Hotel Leonardo Gordon Beach, em Tel Aviv, foi o primeiro local onde nos hospedamos e destacou-se pela excelente estrutura e localização privilegiada.

Situado a frente do Mar Mediterrâneo, o hotel oferece uma vista marcante, proporcionando uma experiência agradável logo no início da viagem.

Atrás do hotel havia uma piscina pública e um amplo calçadão à beira-mar, muito utilizado por moradores e visitantes para caminhadas e atividades físicas.

Embora nossa permanência na cidade tenha sido breve, Tel Aviv mostrou-se uma cidade moderna e dinâmica, com diversas opções de lazer e entretenimento, despertando o desejo de conhecê-la com mais tempo em outra oportunidade.

Já o David’s Harp Hotel, localizado em Tiberíades, na região da Galileia, destacou-se pela excelente estrutura e pela proximidade com a cidade de Cafarnaum.

O hotel conta com um restaurante de ótima qualidade, quartos amplos, confortáveis e extremamente limpos.

Seu projeto arquitetônico é inspirado na forma de uma harpa, o que lhe confere identidade e beleza singulares. Permanecemos hospedados por dois dias, período marcado por conforto e tranquilidade.

Em Jerusalém, ficamos hospedados no The Olive Tree Hotel, que apresenta um design arquitetônico moderno aliado a uma ornamentação interna de estilo rústico, criando um ambiente acolhedor e elegante.

Localizado nas proximidades da Cidade Velha de Jerusalém, o hotel oferece fácil acesso aos principais pontos históricos e religiosos.

Os quartos são espaçosos e bem decorados, proporcionando conforto durante a estadia. Ao todo, permanecemos três dias e meio neste hotel.

Primeiros passos da peregrinação – 1º dia


O roteiro teve início na cidade de Tel Aviv, seguindo para Jaffa, uma das cidades mais antigas do mundo, mencionada em diversos contextos bíblicos e históricos.

Em seguida, visitamos Cesareia Marítima, importante centro romano da Antiguidade, associado ao início da expansão do cristianismo.

O percurso continuou pelo Monte Carmelo, ligado à missão do profeta Elias, e seguiu para Caná da Galileia, local do primeiro milagre de Jesus, quando transformou água em vinho, sinal da nova aliança.

Visitamos ainda Nazaré, onde Jesus viveu sua infância e juventude, encerrando o dia em Tiberíades, às margens do Mar da Galileia.

O Mar da Galileia e os ensinamentos de Jesus – 2º dia 


No Mar da Galileia, realizamos um passeio de barco, momento de profunda oração e reflexão, recordando os milagres ali realizados por Jesus, como o caminhar sobre as águas e o acalmar da tempestade.

Visitamos Cafarnaum, cidade onde Jesus morou e realizou inúmeros milagres, e Tabgha, local tradicional da Multiplicação dos Pães e Peixes e do Primado de Pedro, onde Cristo reafirma a missão pastoral do Apóstolo.

O dia foi concluído no Monte das Bem-Aventuranças, onde Jesus proclamou o Sermão da Montanha.

O Deserto, Silêncio e Renovação - 3º dia


Avistamos o Monte da Tentação, onde Jesus jejuou por quarenta dias, vencendo as tentações pela fidelidade à Palavra de Deus. Passamos pela Figueira de Zaqueu, símbolo do encontro transformador com Cristo.

Visitamos o Mar Morto, conhecido por sua elevada salinidade, e seguimos para Qumran, local da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, documentos de grande importância para a compreensão dos textos bíblicos.

Na área autorizada para o acesso ao Mar Morto, há infraestrutura adequada para os visitantes, incluindo cabines para troca de roupa, chuveiros e lanchonete. 

Antes da entrada na água, o guia turístico Nelson nos orientou sobre os cuidados necessários, explicando que a água do Mar Morto possui altíssima concentração de sal. 

Caso entre em contato com os olhos, pode causar ardência intensa, e, se atingir a boca, provoca forte sensação de queimação, sendo fundamental redobrar a atenção durante a experiência.


Banho do grupo no mar morto
Mar Morto

Jerusalém e Belém: centro da fé cristã - 4º, 5º e 6º dia


Em Jerusalém, visitamos o Monte das Oliveiras, de onde se contempla a Cidade Santa, e o Jardim do Getsêmani, local da oração e entrega de Jesus antes de sua prisão.

No Monte Sião, estivemos no Cenáculo, onde ocorreu a Última Ceia e Pentecostes, e no Túmulo do Rei Davi.

Em Belém, na Igreja da Natividade, recordamos o nascimento de Jesus Cristo, o Verbo que se fez carne para a salvação da humanidade.

No dia seguinte, visitamos o Muro das Lamentações, local sagrado para o povo judeu, o Monte Moriá, o Tanque de Betesda, a Via Dolorosa, e finalizamos no Gólgota e no Santo Sepulcro, testemunhando o mistério central da fé cristã: a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Atividades realizadas


Durante a viagem, foram realizadas visitas a diversos locais históricos e bíblicos, possibilitando seguir os passos de Jesus e aprofundar o conhecimento sobre os acontecimentos narrados nas Sagradas Escrituras.

O roteiro incluiu também a visita ao Museu Amigos de Sião, espaço dedicado à preservação da memória histórica e religiosa.

Além disso, houve contato direto com a cultura, os costumes e as tradições do povo judeu, contribuindo para uma compreensão mais ampla do contexto histórico, religioso e social da região.

Foto registrada no Jardim do Getsêmani, local sagrado onde Jesus, em profunda oração, pediu ao Pai que, se fosse possível, lhe fosse afastado o cálice do sofrimento e da morte, momentos antes de sua Paixão.


pessoas tirando foto no jardim do getsemani na terra santa
Jardim do Getsêmani

Aprendizados, curiosidades e acontecimentos


Para cristãos e judeus, a visita à Terra Santa transforma os relatos bíblicos e históricos, muitas vezes conhecidos apenas de forma teórica, em uma experiência concreta, visual e geográfica. 

Permitindo caminhar pelos mesmos lugares onde viveram importantes personagens da história da fé.

Ao longo da viagem, foi possível ampliar o conhecimento sobre a cultura do povo judeu, incluindo aspectos do cotidiano, como o uso da moeda local (shekel) e a conversão entre o real, o dólar e a moeda israelense.

Entre as curiosidades observadas, destaca-se a participação das mulheres no serviço militar em Israel, com período médio de serviço de aproximadamente dois anos.

Também se evidenciou a importância dos rigorosos protocolos de segurança, que fazem parte da rotina da região e possibilitam a continuidade da vida cotidiana em um território marcado por conflitos históricos.

Essa realidade pôde ser percebida, por exemplo, durante a visita à cidade de Belém, local do nascimento de Jesus Cristo, onde se encontra a Igreja da Natividade.

Por estar situada em território palestino, na Cisjordânia, o acesso à cidade requer a passagem por um controle de fronteira, sendo necessária a apresentação do passaporte.

Outro aspecto que merece destaque é o papel histórico da Igreja Católica na preservação de grande parte dos locais religiosos visitados.

Ao longo dos séculos, muitos desses espaços foram guardados, restaurados e protegidos sob sua responsabilidade. 

Na percepção construída durante a peregrinação, essa atuação foi fundamental para que esses lugares sagrados não se perdessem ao longo da história.

Permitindo que ainda hoje possam ser visitados, contemplados e reconhecidos como patrimônios da fé cristã e da memória da humanidade.

Uma peregrinação que fortalece a fé

Esta peregrinação à Terra Santa foi profundamente enriquecedora nos âmbitos espiritual, cultural e humano.

Caminhar pelos lugares onde Jesus viveu e realizou sua missão permitiu aprofundar a compreensão da Sagrada Escritura, fortalecer a fé e renovar o compromisso cristão.

Mais do que uma viagem, a peregrinação constituiu-se como uma verdadeira experiência de encontro com Deus, deixando marcas duradouras na vida espiritual e na caminhada de fé, tornando essa viagem um marco importante e transformador.


Curiosidade sobre Israel 


Israel é um país de pequenas dimensões territoriais, com aproximadamente 20.700 km², mas de enorme relevância religiosa, histórica e cultural.

Sua geografia é marcada por grande diversidade, reunindo desertos, montanhas, planícies férteis, praias e o Mar Morto, ponto mais baixo da superfície terrestre.

Localizado no continente asiático, o país faz fronteira com Jordânia, Síria, Palestina, Líbano e Egito, sendo banhado pelo Mar Mediterrâneo e pelo Mar Morto.

Cada região guarda memórias fundamentais da história do povo de Deus, conforme relatadas nas Sagradas Escrituras.

A história do território se confunde com a história das religiões, já que Jerusalém é considerada sagrada por judeus, muçulmanos e cristãos.

Justamente por isso, é uma história milenar marcada por muitos conflitos, que continuam tendo novos desdobramentos a cada dia.

Apesar de ser uma região conhecida por seus mais de dois mil anos de disputas territorial e demanda de reconhecimento dos diversos grupos, o Estado de Israel é bem recente. Sua consolidação aconteceu apenas em 1948, há pouco mais de 70 anos.


By Márcio Carrera Costa

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Parabéns Belém - Pelos 410 anos de muitas histórias

Anviersário de Belém e o tremor de terra que surpreendeu a população



parabens Belem foto de duas pessoas comemorando o anoversario da cidade
Parabéns Belém

O tremor de terra registrado na cidade de Belém, ocorrido na decada de 1970, que surpreendeu moradores durante a madrugada e tournou-se um dos episódios mas marcantes da história local. 

Belém é conhecida por sua hospitalidade calorosa, pela culinária de sabores marcante, pela música que ecoa tradição e modernidade e, sobretudo, pela força de um povo que aprendeu a viver em harmonia com a natureza e com o tempo.

Mas Belém não se resume a datas oficiais ou a monumentos históricos. Ela também é construída por memórias coletivas compartilhadas, por histórias contadas de geração em geração - algumas felizes, outras assustadoras — e todas igualmente marcantes, para compreender sua identidade.

Vale ressaltar que a comunidade preserva essas memórias como verdades, que permanecem arraigadas no imaginário popular e são transmitidas oralmente pelos habitantes mais antigos

Com o passar do tempo, esses relatos acabam sendo assimilados pelas novas gerações, que os incorporam como parte de sua própria compreensão da história e da identidade local.

Dessa forma, poucas pessoas sabem que ocorreu um tremor de terra em Belém na década de 1970

Eu só tomei conhecimento desse episódio a partir de um comentário feito por minha irmã durante um almoço em família, em um domingo comum, quando uma lembrança aparentemente simples revelou um fato pouco conhecido da história da cidade.

Esse relato torna-se ainda mais marcante por ter ocorrido justamente no dia do aniversário da cidade, no dia 12 de janeiro, data em que Belem do Pará, comemora mais um aniversário, conferindo ao episódio um significado especial e simbólico para a sua história.


A madrugada que ninguém esqueceu

Entre essas lembranças, há uma que permanece viva na memória de muitos belenenses: a madrugada de 12 de janeiro de 1970, quando a cidade foi surpreendida por um tremor de terra

Um acontecimento raro para a região, que pegou todos de surpresa enquanto a maioria dormia. O chão, até então, sinônimo de segurança tornou-se incerteza.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Comparação entre a Lenda da "Mulher do Táxi" e o Caso da "Santinha de Macapá"

As mulheres e as Lendas Urbanas na Região Amazônica


Josephina conte a mulher do táxi


Vamos viajar no tempo para a região amazônica entre os anos iniciais do século XX, onde está acontecendo um período muito bom economicamente para os negócios nessa região – conhecida historicamente como a Belle Époque.

Esse movimento artístico e cultural que destacou a região como a maior produtora de borracha do mundo. Pessoas que tinham empresas, fábricas e grandes comerciantes estavam fazendo bom uso deste recurso e ganhando muito dinheiro.

A cidade de Belém do Pará, tinha um estilo afrancesado e percebia está associação cultural através das roupas, as casas e no comportamento das pessoas, ou seja, era mais fácil ir para a Europa do que visitar o Sul do Brasil.

As coisas começaram a chegar em Belém, a exemplo é - os carros. As primeiras notícias sobre carros em Belém surgem no período da “Batalha da borracha” – 1850 a 1920, quando a cidade se modernizava rapidamente.

Enquanto isso a cidade de Macapá que estava interligada ao vizinho Estado do Pará e permaneceu nessa condição até o seu desmembramento no dia 13 de setembro de 1943. 

Era um lugar pequeno, um vilarejo, com algumas casas coloniais e sua população pouco mais de 1000 pessoas.

Assim, a história que vou contar ocorreu no início do século XX, tem a ver com carro, e com morte por doenças adquirida, uma ocorreu em Belém do Pará a outra ocorreu aqui em Macapá.

Porém, resolvi destacar esses acontecimentos devido à similaridade que ambas ocorreram e a proporção religioso que o caso tomou até os dias atuais.

Quem é a mulher que está na nota do Real?

  A Mulher Misteriosa do Dinheiro Brasileiro Você já parou para observar a figura feminina presente nas cédulas e moedas do Real?   Quem é e...